Policial feminino

A figura feminina foi incluída na Polícia Militar do Tocantins, em janeiro de 1989, quando o então governador do Estado, José Wilson Siqueira Campos, assinou a Medida Provisória (nº 001) que dispunha sobre a estrutura básica do Poder Executivo e incluía a Polícia Militar em seu organograma geral. Naquela época a PMTO contava com um efetivo de 1.137 policiais apenas do sexo masculino, no entanto o então governador autorizou o primeiro concurso para policiais femininas.

SAÚDE
Na área da Saúde Militar elas também marcam presença, atuando nas áreas da Psicologia, Odontologia, Assistência Social, Medicina, Fisioterapia e Enfermagem, com atendimentos aos militares, suas famílias e seus dependentes.

Se você é mulher e quer ingressar na carreira militar, não basta apenas vontade. É preciso estudar muito. O ingresso se dá via concurso público, de acordo com o art. 11, § 10, da Lei 2.578, de 20 de abril de 2012, as vagas para ingresso na Corporação, destinadas ao sexo feminino, são limitadas a 10% do total disponibilizado no concurso público. Há duas formas de inclusão: pela carreira de praças, depois de se concluir um curso que dura em média 10 meses para soldados; e de cadetes, após a conclusão do Curso de Formação de Oficiais de Carreira, com três anos de duração, pela APMT - Academia da Polícia Militar Tiradentes – uma instituição estadual e considerada no meio militar como um grande ganho para a Corporação e a sociedade, já que tem formado dezenas de militares no Tocantins.

As policiais femininas estão presentes em todas as unidades da PM no Tocantins. São 08 BPMs (Batalhões da Polícia Militar) e 06 CIPMs, considerados unidades operacionais; a CIOE (Companhia Independente de Operações Especiais) e a Cipama (Companhia Independente de Polícia Militar Ambiental), que representam unidades operacionais especializadas; além das unidades administrativas, onde figuram a APMT, o QCG – Quartel do Comando Geral em Palmas e o SIOP (Sistema Integrado de Operações), este que também desenvolve ações de natureza operacional.

Dados da Diretoria de Pessoal do Comando-Geral da Polícia Militar do Tocantins indicam que do total de policiais militares da ativa em todo o Estado, 11,9% são mulheres (entre praças e oficiais), cerca de 60% do efetivo feminino ocupam funções administrativas e 40% desenvolvem serviços operacionais, atuando no policiamento nas ruas, por exemplo.  

A primeira mulher a entrar para a PM do Tocantins foi Mirancy Gonçalves Neto, que iniciou sua carreira como soldado da primeira turma de policiais femininas do estado de Goiás, em 1986. Naquela época as duas policiais femininas existentes na PM eram a 3º sargento Mirancy e a Cabo PM Rosa Inês de Souza Santos Carmo.

Em 89 Mirancy passou a aluna oficial pelo Tocantins. Quando foi criado o Estado do Tocantins em 1989, a promoção para policial feminina só ia até o posto de capitão. Mas com as mudanças nas leis tocantinenses, as militares conquistaram o direito de alcançar o maior posto da Corporação. Sendo assim,  Mirancy, que hoje está na reserva, foi a primeira  a tornar-se coronel da PM no Tocantins. Anos depois,  Rosa Inês também foi para a reserva com o posto de coronel.

Cel Mirancy foi também a primeira mulher a comandar uma Unidade Operacional no Estado do Tocantins. Atualmente, dentre as 16 Unidades existentes no Estado, o 5º Batalhão, com sede em Porto Nacional, é comandado pela major Patrícia Murussi Leite, que já está no terceiro comando; a 3ª CIPM - Companhia Independente de Polícia Militar, com sede em Colinas, está sob o Comando da Major Denise Marcela Guimarães e Silva Gomes; e o 4º BPM, com sede em Gurupi, tem como sub-comandante a Major Rúbia Alessandra Gomes.